Um futuro cheio de sombras é o que te aguarda
Aguarda-te escuridões e gritos de horror
Escondes podres órgãos abaixo de tua farda
E quando enfim deres teu ultimo suspiro,
Alí mesmo contigo morrerá meu rancor.
Olharei perante teu caixão
E contemplarei finalmente cada traço maldito de teu rosto
Lá, jazirá não um filho, não um homem, sim um ladrão.
Sonharei com dias, ah, doces dias...
Onde seu corpo já haverá decomposto.
Quando enterrado você for,
Todos chorando jogarão uma flor.
Estarei do lado da éfedra
Contra sua sepultura lançarei uma pedra.
Desgraçado, sofra no inferno
Já que aqui na terra o justo não prospera.
Gostaria apenas de assistir teu sofrimento eterno
"O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera."
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera."
