segunda-feira, 30 de abril de 2012

Não merece titulo.

     Hoje é um dia triste. Hoje resolvi aprofundar meus pensamentos para todo esse nada que somos. Aqui sentada na sala, nesse frio interno e externo, resolvo escrever sobre um assunto incrivelmente delicado que nunca soube conversar.
     É incessante essa inconformidade e esse sentimento horrível que tenho sobre a vida. Nascemos sem nada, sem princípio algum, vivemos sem motivo e sem saber de nada, sem saber o porquê, aprofundados no desespero da resposta encontrando por fim algum conforto em religiões e teorias. Para quê tudo isso? Vamos morrer! Nascemos para morrer, e o cidadão que aqui esteve há 7 mininutos atrás estará a 7 palmos abaixo da terra. Qual é o ponto?
     Já dizia Fernando Pessoa em outro contexto, porém verídico: "Não sou nada, nunca serei nada". Não somos e nunca seremos alguma coisa. Porque o sentido aqui não existe... 
Nessa sala onde costumava sentar meu avô, todos os dias, fazendo as mesmas coisas... Hoje essa sala é nada mais do que uma casa vazia, onde seu dono é ausente porque hoje de manhã sofreu um infarto. Me diz, porque vivemos? Esse grande vazio é tão cruel é incompreensível, esse grande rolo de nada em que vivemos só nos causa crises existências inúteis. Para quê? 
     Não deveríamos ter nascido, não deveríamos existir, todo o espaço deveria ser um grande nada, assim como é dentro de todos nós. Todo o resto é fantasia inventada para suprir necessidades desnecessárias. Entrem em desespero comigo, humanidade! É fácil saber que a morte virá, mas quando ela vem é muito mais realístico e desesperador do que a teoria.
     Deus? Deus nos coloca nessa grande imensidão de nada, e nos tira nada mais que de repente, deixando absolutamente nada para os que ficam, e criando absolutamente nada para os que virão.

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