terça-feira, 17 de setembro de 2013

Bocanho

Neste singelo momento não anseio o bocanho.
O tempo fechado trás uma visão mais clara
Que da vida pobre por ser tão cara
Quando penso em significação me acanho.

Nesse caos chamado vida me amanho.
Coisas que em tempos vindouros amara,
Canções que outrora cantara,
Vejo o quanto me frustra o antanho.

Não é fácil viver cego
Pois ignorar a realidade é frustrante
É viver imerso na tristeza do próprio ego.

E entre toda essa sabedoria que carrego
É doloroso me reconhecer ignorante;
Perdida na significância das palavras que prego.
 

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