quarta-feira, 25 de março de 2015
Saliva poética
Violei-me
Vi o vinho de onísio
Vi o lar de dia
Vil dia, vi Dio
Pois ia
A poesia
Amaga de margura:
Mar cura
Curamar
Pergunto-me
Pra quê quer par doce?
Se dou, porque dói-se?
Docê, é par que não quer parque
Por quedou sossego
Vou lêro olho
Árvore, lar, arché de desejos são
Fluídos poéticos
Língua maníaca
Maníacom mania linda
Rima sem íngua
Golinho além da poesia
E a musa de Camões?
Queres musa com música e fogo
Quero música com músico louco
Veste teus ossos com camisa de carne
Para entender que
Esse SOAR sou eu;
Sou ar, sou arte.
Na sua catarse me aquietar aqui atrás
Queres paz
Quero caos
Psiu!codélico som
Psico!délico sonho
Em que
Fugindo daminha estrada:
Abstrata
Ungindo meu destrato:
Eu te mato
(com)Fundindo saliva poética
Sem ética, sem pudor, sem cuidado
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